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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Mais de 100 mil portugueses deixaram o país entre 2012 e 2013

Mäyjo, 26.11.15

 

De acordo com o Relatório da Emigração 2014, haverá mais de 2,3 milhões de emigrantes portugueses, número que mais do que duplica se se acrescentar os seus descendentes.
Foto: DR

Mais de 100 mil emigrantes de longa duração deixaram Portugal entre 2012 e 2013, de acordo com o relatório "Perspectivas das Migrações Internacionais -- 2015", divulgado esta terça-feira, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

"A emigração de cidadãos portugueses aumentou com a recessão, nomeadamente depois de 2010. O número de emigrantes a longo prazo foi estimado em 52 mil, em 2012 e em 53.800, em 2013, contra 23.700 em 2010", indica o estudo hoje divulgado em Paris.

O documento refere ainda que "o número total de emigrantes (de curta e longa duração) situou-se em 128.100 em 2013, dos quais 96% portugueses e somente quatro por cento de estrangeiros -- proporções idênticas ao ano anterior", ou seja, 122.980 portugueses deixaram o país e 5.120 estrangeiros saíram de Portugal naquele ano.

Os países da Europa ocidental, indica o relatório, continuam com o primeiro destino (mais de 60% de saídas em 2013) dos emigrantes portugueses, mas certos países não europeus - como o Brasil e, sobretudo, Angola - tornaram-se destinos importantes.

"Embora a sua quota esteja a crescer, as mulheres representam apenas um terço de todos os emigrantes", segundo o documento, indicando ainda que "os emigrantes qualificados são cada vez mais numerosos, especialmente aqueles que emigram para o Reino Unido ou para a Noruega".

No total, um saldo migratório negativo de 36.200 pessoas foi registado em Portugal, no ano de 2013, segundo a OCDE.

O Governo português confirmou que, desde 2010, a emigração tem aumentado "muito rapidamente", adiantando que em 2012 deverão ter saído de Portugal "mais de 95 mil" pessoas, segundo o Relatório da Emigração 2014, divulgado pelo Observatório da Emigração.

De acordo com este documento, a tendência de emigração está a ter maior impacto nas zonas urbanas, especialmente na Grande Lisboa e, além dos "destinos tradicionais", os portugueses estão agora a optar por novos lugares, situados "nos mais variados pontos do mundo".

O Governo refere "três conjuntos de países de emigração". Brasil, Canadá, Estados Unidos e Venezuela acolhem emigrantes em "grande volume", mas trata-se de populações "envelhecidas e em declínio", pois actualmente registam uma "redução substancial" na chegada de novos portugueses, segundo o relatório do Observatório da Emigração.

Países como Alemanha, França e Luxemburgo, "com grandes populações portuguesas emigradas envelhecidas, mas em crescimento", têm registado "uma retoma" desta emigração.

Por último, surge "um conjunto de novos países de emigração", que atrai populações jovens, como é o caso do Reino Unido, "hoje o principal destino" dos portugueses (50 por cento) e também "o mais importante pólo de atracção" dos mais qualificados.

De acordo com o Relatório da Emigração 2014, haverá mais de 2,3 milhões de emigrantes portugueses, número que mais do que duplica se se acrescentar os seus descendentes.

TORRE DE 305 METROS VAI SER INSTALADA NA AMAZÓNIA PARA MONITORIZAR AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 26.11.15

Torre de 305 metros vai ser instalada na Amazónia para monitorizar as alterações climáticas

O Brasil e a Alemanha, num esforço conjunto, vão instalar uma torre e 304,8 metros de altura na Amazónia para monitorizarem as alterações climáticas. A Amazon Tall Tower, como se vai chamar, vai determinar a quantidade de dióxido de carbono (CO2) absorvida pela maior floresta tropical do mundo.

A floresta amazónica absorve grandes quantidades de CO2 anualmente, desempenhando um papel importante no clima do planeta. A nova torre, mais alta que a Torre Eiffel, vai ajudar os cientistas a quantificarem a quantidade de CO2 absorvido ou libertado anualmente. Para tal, a torre vai estar equipada com vários instrumentos de monitorização que vão recolher dados sobre os aerossóis e gases com efeito de estufa. Dada a sua altura vai ser também possível investigar as alterações e movimentos das massas de ar através da floresta a grandes distâncias, escreve o Inhabitat.

“A monitorização é feita amplamente sem influência humana directa e, como tal, ideal para investigar o significado das regiões de floresta para a química e física da atmosfera”, afirma o coordenador do projecto Jurgen Kesselmeier, investigador do Max Planck Institute for Chemistry.

A torre vai ficar localizada a cerca de 161km da cidade de Manaus e ser fabricada em aço, que será produzido no sul do Brasil.

NOVA ZELÂNDIA: PERDA MASSIVA DE GELO PODE PROVOCAR DECLÍNIO SEVERO DOS GLACIARES

Mäyjo, 25.11.15

Nova Zelândia: perda massiva de gelo pode provocar declínio severo dos glaciares

A cordilheira dos Alpes do Sul da Nova Zelândia perdeu um terço da sua neve e gelo ao longo das últimas quatro décadas, o que provocou a diminuição de alguns dos impressionantes glaciares do país, revela um novo estudo.

O National Institute of Water and Atmospheric Research (Niwa) conduziu um estudo, baseado em observações aéreas, e descobriu que o volume de gelo nos Alpes do Sul diminuiu 34% desde 1977. De acordo com investigadores da Universidade de Auckland e da Universidade de Otago, esta diminuição “dramática” acelerou nos últimos 15 anos e pode conduzir a severos declínios de alguns dos imponentes glaciares na Nova Zelândia.

Os dados do Niwa indicam que os glaciares da Nova Zelândia experienciaram três surtos de crescimento durante os anos 1970 e 1980 devido a uma alteração no sistema do clima do Pacífico, que gerou mais vento. Mas desde que a circulação de vento regressou aos níveis normais, as temperaturas cada vez mais quentes têm provocado o degelo dos glaciares.

Cerca de 40% da perda de gelo registada ocorreu nos 12 maiores glaciares da Nova Zelândia, incluindo os glaciares Tasman, Murchison e Maud. Estes grandes aglomerados de gelo e neve, suportados pelas rochas, demoram muitos anos a responder às alterações de temperaturas, mas estão agora a colapsar, de acordo com os investigadores.

“Estamos a perder a metade inferior destes glaciares à medida que eles se afundam em lagos”, afirma Trevor Chinn, glaciologista no Niwa, cita o Guardian. “Estamos a perder o acesso aos glaciares superiores. Costumávamos poder andar sobre eles, mas agora é muito mais difícil porque os sulcos estão a transformar-se em falésias e entram em colapso”, indica o investigador.

O colapso dos glaciares da Nova Zelândia faz parte de uma tendência global, onde a espessura dos pequenos glaciares diminuiu aproximadamente 12 metros entre 1961 e 2005.

Foto:  mundoview / Creative Commons

O VÍDEO QUE REVELA 40 ANOS DE DESTRUIÇÃO AMBIENTAL NA AMAZÓNIA

Mäyjo, 24.11.15

O vídeo que revela 40 anos de destruição ambiental na Amazónia

O Google Earth e o programa Landsat, da NASA, criaram aquilo que pode ser considerado o mais próximo de uma máquina do tempo virtual para mostrar a desflorestação da Amazónia. No total, são 40 anos de destruição condensados num vídeo de poucos minutos.

Para criar o vídeo, foram organizadas, compiladas e editadas centenas de fotografias da Amazónia recolhidas pelos satélites espaciais. Agora, pela primeira vez, é possível ver o resultado de décadas de actividade humana neste ecossistema terrestes e as consequentes taxas de destruição ambiental.

Durante os últimos 40 anos, o Landsat tem capturados imagens das paisagens terrestres, fotografando a mesma área a cada 16 dias, refere o Inhabitat. O programa Landsat foi lançado pela NASA, em 1972, em parceria com a US Geological Survey.

Além da desflorestação da Amazónia, existem também vídeos sobre a seca do Mar de Aral e a explosão urbana de Las Vegas.

AS 10 CIDADES MAIS PERIGOSAS DO MUNDO

Mäyjo, 23.11.15

As 10 cidades mais perigosas do mundo (com LISTA)

San Pedro Sula, uma cidade de um milhão de habitantes nas Honduras, é o local mais violento e perigoso do mundo, de acordo com um relatório das Nações Unidas: cerca de 1.200 pessoas são assassinadas por ano, um número superior do que o existente em algumas zonas de conflito.

Segundo o estudo, que tem dados de 2011 e 2012, a taxa de homicídios é de 169 por cada 100 mil habitantes, um número superior ao de todas as cidades da América do Norte ou Joanesburgo (África do Sul), São Paulo (Brasil) ou Lagos (Nigéria). Para termos uma noção do que representam estes números, Londres (Inglaterra) tem 1,3 homicídios por 100 mil pessoas, Portugal tem 1,2.

As estatísticas de San Pedro Sula explicam-se, de acordo com pesquisas de grupos de desenvolvimento social e segurança, com o grande crescimento urbanos nos últimos 20 anos. De acordo com Robert Muggah, director de pesquisa do Instituto Igarapé, do Brasil, quanto mais crescem as cidades, maior é a probabilidade de as autoridades civis perderem o controlo e os gangues armados “roubarem” a organização urbana.

“Já tínhamos os Estados fracos, agora temos as cidades fracas. A velocidade e aceleração de urbanizações desreguladas é hoje o maior factor da violência urbana. O rápido fluxo de pessoas não permite a resposta pública. A urbanização tem um efeito de desorganização e cria espaços para a violência urbana florescer”, escreveu Muggah no jornal Environment and Urbanization.

Em pouco tempo, nos anos 20, a população de San Pedro Sula passou de 10 mil para 100 mil – hoje, o número já está em um milhão e continuará a crescer nos próximos anos.

Muggah prevê que uma violência idêntica irá inevitavelmente espalhar-se para outras cidades frágeis, que estão agora a aparecer no mundo em desenvolvimento. Muitas estão já a experienciar enormes taxas de violência e, brevemente, centenas de outras cidades se juntarão.

Segundo a ONU, cerca de 60.000 pessoas morrem, todos os anos, em zonas de guerra. Nas cidades, este número é de 480.000, sobretudo por armas. “Muitas zonas urbanas estão a tornar-se novos territórios de conflito e violência”, explicou Muggah.

As cidades europeias e Norte Americanas, as que mais cresceram nos últimos 150 anos, deverão manter-se assim nos próximos anos e permanecerão relativamente seguras. O mesmo não acontecerá com as cidades africanas, asiáticas e sul-americanas.

 

Lista das 10 cidades mais violentas do mundo, segundo a ONU

 

1.San Pedro Sula (Honduras): 169 homicídios por 100 mil habitantes

2.Acapulco (México): 142 / 100.000

3.Caracas (Venezuela): 118 / 100.000

4.Torreón (México): 94 / 100.000

5.Maceió (Brasil): 85 / 100.000

6.Santiago de Cali (Colômbia): 79 / 100.000

7.Nuevo Laredo (México): 72 / 100.000

8.João Pessoa (Brasil): 71 / 100.00

9.Port Moresby (Papua Nova Guiné): 54 / 100.000

10.Kingston (Jamaica): 52 / 100.000

 

Foto: kristin klein / Creative Commons